quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Canto falado

Em arte como em sexo, a cada dia se descobre mais diferenças. Algumas até bizarras. O certo é que numa e noutro as fronteiras são convencionais.

Na arte há as limitações impostas pela academia, pelos meios de comunicação, pelo mercado, pela linguagem, pelo repertório de cada artista, pelas limitações e escolhas do público.

Em sexo...

Bom, não é esse o assunto do blog. Fiquemos por aqui.

Tratando-se de literatura, temos poesia em prosa, prosa poética, poesia visual, canto falado. O diabo a quatro!

Um dos mais belos e perfeitos exemplos de canto falado (sprechgesang em alemão) é Pierrot Lunaire, composição de Arnold Schöenberg, de 1912, a partir de textos do poeta simbolista belga Albert Giraud vertidos para o alemão por Otto Erich Hartleben...

A seguir, a capa de CD que reúne as duas composições capitais da música moderna: Pierrot Lunaire (Schoenberg) e Sagração da Primavera (Stravinsky): 







Pierrot Lunaire foi vertido para o português – mais com base nas partituras de Schöenberg que no original em francês – pelo poeta Augusto de Campos e apresentada no Brasil, em 1978, por Edmar Ferreti, sob regência de Ronaldo Bologna.

A gravação, com textos informativos de suporte, encontra-se na última postagem da ótima revista online Erratica, de André Vallias.

Cliquem, leiam, ouçam!

Há muito mais o que ser visto nesta e em edições anteriores de Erratica.

Vallias a pena conferir.  

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