terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Merz pra mediocridade, Schwitters!

ó tu, bem-amada dos meus vinte e sete sentidos, amo-te!
tu teu tu a ti eu a ti tu a mim – 
Nós?
isso (diga-se de passagem) não é nada disso
quem és tu, infame fêmea efêmera? tu és – és tu?
há quem diga que Dervas ser e soar como Sol – deixa-os dizer, os que nada sabem
que o sino do campanário clama insano por só estar de pé
trazes um chapéu nos pés e andas a posar com teus cabelos tentáculos
nas outruras
mãos, mãos com as quais demandas e andas
olá roupas vermelhas serradas como justas pregas brancas. ainda assim vermelhas
te amo, Ana Flor, vermelha a ti amo – tu teu tu a ti eu a ti tu a mim –
Nós?
isto (diga-se de passagem) só acende ao fogo misto
vermelha flor, vermelha Ana Flor, ânus que se fezes gente
tema de qual curso:
1. Ana Flor tem um passarinho?
2. Ana Flor é vermelha?
3. De que cor é o passarinho?
azul é a cor do teu cabelo adourado
vermelho é o arrulho da tua vulva verde
tu, convertida ao vestido de todos os dias, tu querida verde
criatura, me atura
 amo-te – tu teu tu a ti eu a ti tu a mim –
Nós?

O poema acima, An Anna Blume (A Anna Flor), é de Kurt Schwitters (1887 – 1948), um dos fundadores do movimento Dadá em Berlin, com Tristan Tzara (1896-1963) e Hans Arp (1886-1963), na primeira década do século XX.

Trata-se de um versão livre, com o propósito de reproduzir, na medida do possível, o tom agressivo, mordaz, e ao mesmo tempo ingênuo, bem como os vários sentidos paralelos de cada verso jocoso, com numerosos trocadilhos e jogos de palavras.


Schwitters é o autor de um dos exemplos pioneiros de poesia sonora, com sua Ursonate (1922 a 1932, em várias versões), que executou e ampliou ao longo dos anos.

Ouça uma das versões da "sonata primordial" gravada pelo autor:



Antecipou as intervenções/happenings/performances ou qualquer outro nome que se queira dar a esses improvisos cênicos em ambientes diversos surgidos ao longo do século XX.


Consolidou a arte da colagem/pintura (com diferenciadas técnicas), a propaganda como arte e antecipou a op art e a pop art.


Missionário que pregava quadros
Artista de muitas técnicas, foi poeta, prosador, dramaturgo, crítico, ensaísta, teórico, pintor, escultor, arquiteto, editor, ator, artista gráfico, design, publicitário, agitador cultural.

Retratar sua obra, mesmo que para espaços limitados, como o deste blog, deixa a sensação de ter esquecido algo importante.

Sua obra tem de ser vista como um conjunto de produções variadas, sempre vinculada à sua experimental concepção estética Merz...


Produziu espaços interiores com características esculturas e, ao mesmo tempo, edificações. O mais famoso foi o Merzbau.

O qual consistiu na transformação de algumas divisões da casa da família em Hamburgo no início do século XX numa grande escultura com diversos ambientes internos.

Lembrem-se dos "penetráveis" de Hélio Oiticica. Vieram disso.


Colagem geométrica de peças e pinturas

Schwitters adotou na letra a artetotal wagneriana, mas ao sabor do que havia de mais avançado no contexto cultural de sua época.

Sua complexa produção abarca um espectro muito amplo de suportes e interesses.


Suas teorias artísticas eram aplicadas, simultaneamente, à prática de todas as artes (e para ele tudo era arte). Batizou-as, incluindo a área de publicidade e propaganda, na qual atual por uma década, como Merz art.


Merz é o nome que Schwitters inventou para designar um conceito de arte que passaria a figurar como uma das mais originais contribuições dos anos revolucionários que se seguiram à Primeira Guerra Mundial.


Este novo conceito artístico era baseado no princípio da colagem.

Schwitters promovia Merz soirées por toda a Europa, com recitais de poesia e prosa, além de performances de sua famosa Ursonate.

Ele via a si próprio como uma parte integrante de sua filosofia totalizante, tornando-se ainda mais enfático ao perseguir seu objetivo de “criar relacionamentos entre todas as coisas do mundo”.


Sua meta era remover as fronteiras entre as várias formas de arte e a vida cotidiana, reposicionando-as com sua noção de uma “visão Merz total do mundo”, interrelacionando todas as suas partes constituintes.


Nos anos 1930, no entreguerras, Kurt Schwitters se tornou famoso na Alemanha, e não lhe faltava trabalho.


Era o principal artista gráfico de Hanover. Autor de cartazes e capas de publicações que hoje são peças de museus.



Poema tipográfico
Com a ascensão de Hitler ao poder, em 1933, iniciou-se a perseguição à chamada “arte degenerada”, de vanguarda, da qual Schwitters era um dos principais símbolos na Alemanha.

Perseguições similares, sob quase os mesmos argumentos, ocorreram no mesmo período na União Soviética, contra os artistas construtivistas, primeiro vindas de Lenin e, com a morte deste, de Stalin.


Em janeiro de 1937, ao ser informado que a Gestapo estava à sua procura, Schwitters fugiu para a Noruega, onde começou a trabalhar sobre uma segunda Merzbau.


Mas em 1940 os nazistas invadiram a Noruega e foi forçado a abandoná-la, fugindo para Edimburgo – no Reino Unido – com seu filho.


Quando desembarcou no Reino Unido, foi visto como estrangeiro inimigo e enviado para um campo de refugiados, sobretudo alemães.


Nesse campo, prosseguiu seu trabalho com o material a que teve acesso.


Produzia cola a partir de óleo retirado de latas de sardinha. Usava partes do próprio cabelo para montar pincéis.


Fazia esculturas a partir de moldes produzidos com mingau de aveia da ração que recebia. E, dizem, até dejetos de presos utilizou em suas esculturas. Razão pela qual algumas delas literalmente fediam.


Depois de libertado, Schwitters mudou-se para Londres, onde tentou subsistir fazendo retratos encomendados para publicidade e retomou seus trabalhos com Merz.


Teve de início o apoio do já conhecido crítico Hebert Read (1893-1968), mas nada conseguia vender.


Inclusive porque o povo inglês estava mais preocupado em reconstruir o país.

Também não havia muita simpatia por artistas alemães, ainda associados à “raça” que havia devastado Londres.

A verdade é que os alemães (na sua própria terra e pelo mundo) sofreram as agruras do nazismo antes e depois da guerra, por continuarem associados à herança maldita.


Os bens de Schwitters na Alemanha desapareceram. Sua mulher, que ficou por lá, morreu durante a guerra.


Em Londres, destruída pelos bombardeios do exército do seu país, ficou em tal situação de abandono que chegou à indigência.


Foi abrigado por um pequeno fazendeiro em um pequeno paiol na zona rural. Ele o encontrou vagando a esmo por uma estrada de terra, bastante doente.


Esse fazendeiro rude não tinha noção de quem ele era, mas era ciente de que se tratava de um homem importante. Foi quem o ajudou nos últimos anos de vida.


A economia inglesa passava por dificuldades. Os proprietários rurais, dentre eles seu benfeitor, estavam depauperados. Não havia dinheiro e o abastecimento era precário.


Schwitters morreu nessa propriedade rural em janeiro de 1948, tendo construído no paiol que lhe serviu de casa a derradeira versão da coluna Merz. Também deixou no local uma série de esculturas.


A casa hoje é um pequeno museu, sustentado por empresários locais.


Paiol que lhe serviu de casa e ateliê hoje é um museu

Era um imóvel muito precário, úmido e frio.

Com mau tempo, o paiol ficava inundado, de modo que Schwitters frequentemente trabalhava em pé com os pés na água fria.


Estava paupérrimo.
É provável que também tenha passado fome.

Nos anos 1960 um comerciante idoso ganhou dinheiro ao vender desenhos que recebia dele, para serem trocados por pão em seu estabelecimento.


O Kurt Schwitters que chegou a esse estado no final dos anos 1940 nasceu em Hanover, Alemanha, em 1887.


Fotomontagem
Na virada do século era, não por culpa do trocadilho, um expressivo pintor expressionista.
Veio a Primeira Guerra Mundial e tudo entrou em terrível turbulência.


Com as ruínas das batalhas também ficara aos pedaços a tradição acadêmica, clássica, que ditava a predominância das escolas conservadoras.


Já na juventude adotara sua estética Merz.


Fotomontagem

A palavra Merz não significava nada. Nonsense derivada do Commerzbank, um anúncio de publicidade para o Banco do Comércio alemão feito pelo próprio Schwitters.

Na primeira década do século XX torna-se colaborador da revista expressionista Der Sturm (A tempestade). Em 1917, faz exposição com o amigo Paul Klee (1879-1940), em Berlin.


A esta altura, a revista Der Sturm conciliava as várias tendências de vanguarda da época, incluindo expressionistas, futuristas, cubistas e dadaístas.


Depois de 1918, tudo o que Schwitters fez denominava Merz, quer fossem revistas, pinturas, esculturas, intervenções, edificações ou poemas.


Foi o criador e expoente único do movimento Merz.


Poema colagem
A revolução para chegar à estética Merz começa com a descoberta da poesia expressionista de August Stramm (1874-1915), as teorias futuristas de Filippo Marinetti (1876-1944) e a liberdade dos dadaístas.

Era o impulso que faltava para o seu rompimento com as tendências mais tradicionais.


Suas primeiras pinturas abstratas datam de 1917, e seus poemas parodiando o estilo expressionista de Stramm, também.

Schwitters passa a conviver com os dadaístas. Principalmente Hans Arp, Tristan Tzara e Raoul Hausmann.


Participa de soirées Dadá em Zurique, Praga, Paris, na Alemanha e na Holanda.

Uma adesão sua irrestrita ao movimento dadaísta, porém, não chegou a acontecer.


Às já citadas influências, viriam se somar outras, vindas, por exemplo, do cubismo; depois, do construtivismo russo.


Estava formado o húmus de onde brotaria a arte Merz, uma estética que percorreria toda a sua obra.


Divulgou então o impressionante poema sonoro épico Ursonate, vejo o link no início deste artigo, que escreveu ao longo de dez anos.


Qual Maiakóvski na mesma época na Rússia, gostava de apresentar seus poemas para grandes públicos.


Em 1920, Schwitters começou a trabalhar sobre a série de colunas Merz.


Sua principal obra-prima perdida, a Merzbau, foi construída dentro da residência familiar em Hanover. Em 1943, foi destruída pela RAF, força aérea do Reino Unido.


Poema manifesto
Schwitters construiu a Merzbau de 1923 a 1933. O trabalho acabou tomando conta de seis ambientes da casa.

O mais louco é que essa obra ficava numa pensão por ele gerenciada, e de cujos proventos seus pais dependiam.


Obviamente não podia invadir as partes da construção que eram alugadas aos inquilinos, mas, a julgar por suas cartas, anexou pelo menos dois cômodos do apartamento de seus pais à obra.


No Sprengel Museum, em Hanover, que abriga o imenso arquivo de Schwitters, há uma reconstrução do Merzbau, baseada nas três fotos remanescentes do lugar.


Uma das colunas ostenta uma máscara mortuária do primeiro filho de Schwitters, Gerd, que morreu ainda bebê.


Há grutas temáticas para homenagear seus amigos Pietr Mondrian e Hans Arp, outra para Goethe e ainda outras ao amor e à loucura da guerra.


Dizem que o efeito de toda essa geometria estranha é desorientador e paradoxal.


Quem visita a reconstrução no Sprengel Museum conta que ao mesmo tempo se tem a sensação aflitiva de que o piso está encolhendo e o teto vindo cada vez mais para baixo.


Parte da Merzbau reconstruída
A estrutura em si passa a impressão de ser infinita.

Durante a década em que trabalhou sobre ela, a Merzbau mudou sempre. Ele dizia, brincando, que ela cresceria até chegar a Berlin.


Voltemos à estética Merz. Surgiu, em tese, como mais um movimento de vanguarda que preconizava uma ruptura com valores estéticos, sociais e políticos vigentes.


Era, de certa forma, uma extensão do dadaísmo, do qual Schwitters, porém, fazia questão de se distanciar teoricamente.


Merz nasceu da necessidade do próprio Schwitters de dar um nome para o tipo de quadro que fazia, e que não se encaixava nas denominações existentes.


Sua definição debochada da estética Merz:
 

“Eu amo a limpeza higiênica! Tinta a óleo tem cheiro de banha rançosa. Tinta têmpera fede como ovo podre. Carvão e grafite são os dejetos mais lambuzentos que há, vê-se já pela própria cor. Eu amo a limpeza e a pintura higiênica. E dei-lhe o nome de pintura Merz. A pintura Merz utiliza os materiais mais delicados, como puríssimo grude de farinha de centeio, pedaços de objetos e nacos de papel esterilizados, madeira bem lavada e ferragens e afins sem adição de álcool. A pintura Merz é completamente livre de bacilos. O único bacilo realmente transmissível pela pintura Merz é o bacilo da raiva. O contágio ocorreu, sem que eu pudesse impedir, através da mordida de críticos raivosos. No momento, o bacilo é retransmitido a todos os críticos que se mordem com a pintura Merz. Merz não morde, mas os críticos, sim. Os críticos mordem, e mordem-se de raiva, como buldogues. É realmente lamentável que, atualmente, quase todos os críticos alemães — com exceção de alguns poucos, de forte personalidade —, estejam contaminados pela raiva, por terem mordido a pintura Merz.”

A divergência de Schwitters com os Dadás era principalmente política. Ele insistia que a arte Merz não era engajada a coisa alguma.


Dadístas e surrealistas pendiam para a esquerda comunista.


Continuou ligado a Arp e a Tzara, não pelo dadaímo, mas porque tinham interesse por pintura abstrata, como Kasimir Malevitch.


Schwitters tinha sua visão política sobre a produção cultural, mas muito mais abrangente que a partidária ideológica.


Como Antonin Artaud (1896-1948), achava que a arte deveria ser a cura do seu tempo, deveria relativizar as ideias dominantes, colocá-las em cheque, desestabilizar a estrutura vigente.


Nos eventos Merz, diferente dos eventos Dadá, não havia protesto político, e sim protesto contra o comodismo.


Schwitters foi, na verdade, um agitador cultural engajado. Mas anarcoindividualista, não alinhado às ideologias.


Afastou-se gradativamente do movimento Dadá e convergiu para o construtivismo russo, de Velímir Khlébnikov, Malevitch, Kandinski, irmãos Burliuk, Pasternak, Maiakovski e tantos outros.


Era um dos amigos vanguardistas aos quais os russos sempre recorriam quando iam à Alemanha.

A partir de 1923, passou a editar a revista Merz, que durou até 1932, sendo um dos principais fóruns para as querelas entre construtivistas e dadaístas, além de ter veiculado outras tantas tendências e polêmicas.


Segundo número da revista Merz
Kurt Schwitters tornou-se rapidamente uma figura de proa entre os grupos de vanguarda, estabelecendo uma rede de contatos e trocas com os artistas mais importantes do século XX.

Em 1936, quando a pintura abstrata foi proibida na Alemanha nazista, as obras de Schwitters foram retiradas dos museus e destruídas.


O perigo de sua mensagem libertária fora percebido pelos nazistas; e também por Kurt Schwitters, que partiu para o exílio em 1937, poucos dias antes de seu apartamento ser vasculhado pela Gestapo.


Viveu na Noruega até a invasão deste país pelo regime de Hitler, em 1940. Foi então que partiu para a Inglaterra.


O artistotal Schwitters era também poeta e prosador. Escreveu manifestos literários, produziu literatura em analogia às suas realizações em outras artes, principalmente nas artes plásticas.


Palavras dele:


“A poesia Merz é abstrata. Utiliza, da mesma forma que a pintura Merz, pedaços de coisas já existentes, no caso, de frases retiradas de jornais, de outdoors, de catálogos, de conversas, etc., com ou sem modificações. (Isto é terrível). Esses pedaços não precisam ter relação com o sentido, pois o sentido não existe mais. (Isto também é terrível). Também não existem mais elefantes, existem apenas pedaços de poema. (Isto continua a ser muito terrível). E vocês? Decidam sozinhos o que é poesia.”


A publicação do poema An Anna Blume (A Anna Flor), com o subtítulo de “Poema Merz I”, causou um grande impacto na época.


O poema foi impresso em cartazes de um metro de altura e espalhado pela cidade de Hannover.


Um dos cartazes de An Anna Blume
Kurt Schwitters foi severamente atacado pela crítica e tachado de demente pela burguesia letrada.

Choveram cartas de protesto nos jornais, artistas saíram em defesa do autor, e o próprio Schwitters escreveu várias crônicas e cartas abertas defendendo a si próprio e atacando os críticos.


Graças à polêmica, o poema tornou-se extremamente popular e arrebatou os leitores mais afeitos às novidades, que passaram a recitar o novo “poema de amor” de cor e salteado.


An Anna Blume tornou-se um mito e entrou para a história da literatura de língua alemã como um dos mais polêmicos textos de todos os tempos.


A polêmica continuou. O poema é realmente uma grande colagem, seguindo o programa da poesia Merz, e causa, ainda hoje, estranhamento.


As deformações gramaticais, falsas regências e ortografia, bem como as sequências de pronomes são elementos da poesia expressionista.


Os resquícios da fala dialetal e as frases feitas tiradas de concursos de charadas ou de ditados populares são elementos Merz.


A introdução de frases que quebram a lógica semântica ou elementos que rompem com a lógica gramatical também são recursos frequentes encontrados na poesia expressionista, sem falar que tudo o que rompe com a lógica é também típico dos dadaístas.


Quem é esta Anna Flor, musa de cabelos amarelos, louca e irreal, que caminha com as mãos e usa vestidos que podem ser serrados?


Claro que se trata de um deboche ao sentimentalismo.


A literatura de Kurt Schwitters é, como sua produção de artes plásticas, de diversidade.
Não se deixou limitar por estilos, nem mesmo pelos que ele próprio criou.


Trabalhava, paralelamente, com várias formas de se produzir arte e em várias vertentes construtivas de linguagem.


Escreveu roteiros de espetáculos de dança, roteiros para cinema, libretos de óperas.


Era também um ótimo fotógrafo.

Compôs peças para piano (estudou harmonia e composição para isso, mas chegou à conclusão de que suas peças, meros experimentos teóricos, eram impossíveis de ser executadas).

Sua produção literária registra, igualmente, incursões e experimentos em todos os gêneros e estilos, bem como uma série de interseções entre os gêneros.


Trabalhou com várias técnicas, em várias concepções de métodos, em constante pesquisa.


Muitos de seus poemas são cadeias de palavras sem concatenação semântica lógica, aglomerados de verbos inventados e palavras desconexas, formando uma composição rítmica, às vezes visual.


Outras vezes, uma sequência semântica lógica é interrompida pela introdução de um elemento que sugere outros sentidos, que remete a outra cadeia lógica.


Schwitters foi um dos primeiros artistas plásticos a considerar a publicidade e o desenho industrial como arte.


Montou uma agência – a Merz Werbe – e chegou a ter as contas das empresas Pelikan e Philips, nos anos de 1920.


Teve influência determinante na criação da Bauhaus, embora dela não tenha participado diretamente.


Tendo morrido na pobreza e em relativa obscuridade na Inglaterra, o sentido de sua obra e muitos dos seus trabalhos tiveram que ser resgatados posteriormente, tendo grande parte deles se perdido.


Mas o que restou de sua obra é determinante para a arte de vanguarda do século XX e do século XXI. Certamente sua influência continuará no DNA dos futuros artistas de vanguarda.


Merz para as vanguardas em 2014 e em outros anos que virão!

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