sábado, 1 de março de 2014

Dois cabras cobras que trocaram filhos por obras

Faz um bocado de tempo. Eu ainda morava em São Paulo.

Meu querido amigo Paulo Amaral estava vivo, bem vivo, longe da diluição física que o abateu por obra do diabetes.

A seguir, desenho de Paulo feito por nosso amigo francês-baiano Paul, um dos muitos talentosos "suicidados pela sociedade" (citação de Antonin Artaud). A foto é de Rosana Romanelli.
 

Vínhamos por umas bibocas conversando animados dentro daquele seu velho Fusca. Enquanto dirigia, Paulo trocava fitas cassetes para me mostrar o que andava ouvindo.

De repente fez uma manobra maluca e parou numa rua do Bixiga. Estacionou de qualquer jeito e chamou um cara que andava pela calçada.

O sujeito logo o reconheceu e ficaram a conversar por alguns minutos.

O tipo não me era estranho. Quando Paulo retornou, indaguei a respeito de quem era. Respondeu evasivo:

– Ah, é um primo.

Olhei para trás. O camarada foi ficando. Meio gordo, cara sonolenta, jeito bobalhão. Não me pareceu que o tal primo estivesse bem. Daí a ficha caiu:

– Pô, Paulão, aquele cara é o Renato Pompeu, um dos melhores redatores do país. Da cabeça daquele sujeito saiu o texto padrão da Veja nos seus melhores tempos, do Jornal da Tarde, idem. Aquele cara escreve bem pra caralho. Li dele o Quatro-olhos e A saída do primeiro tempo. Ah, ele também deu uma baita contribuição ao trabalho iniciado por Otto Carpeaux e Antonio Houaiss na Larousse nacional.

Renato Pompeu

– Pois é, é primo meu.

– Você só tem isso pra dizer?

– Pô, Dervas, desencana! O cara tá pirado, tá mal. Foi só por isso que eu parei. Fui ver se ele está precisando de alguma coisa.

Vinte anos depois desse episódio, acompanhei o enterro de Paulo Amaral numa tarde chuvosa em Campinas...


Os amigos de verdade de um lado, num papo farto de humor atrevido, como ele próprio faria se estivesse no enterro de algum de nós.

Uma velharada esquisita lamentando a vida desregrada do falecido noutro canto.

Uma idiota mística com a mão sobre a testa do morto, com a pretensão de talvez proporcionar bons fluídos para sua alma ou alguma bobagem parecida.

O irmão do morto fazendo pose de quem respondia pela família.

Ah, se o morto estivesse vivo! Poria todos para correr. 

Mais tarde, o cujo irmão se sentou sobre fotos, textos, traduções e inclusive poemas visuais que eu e Daniel Soares havíamos produzido com Paulo a seis mãos, e não permitiu que nenhum dos amigos voltasse a ter contato com suas coisas.

A foto a seguir, de Rosana Romanelli, é do único trabalho feito por mim, Daniel Soares e Paulo Amaral ao qual tenho acesso hoje. Isso porque o próprio Paulo me deu uma reprodução enquanto estava vivo.

Trata-se de uma formatação, com diferentes sentidos e perspectivas, de um verso do poema The love song of J. Alfred Prufrock, de T.S. Eliot, escrito em 1915. Mais tarde, eu e Paulo vertemos para o português o poema na íntegra.

O verso sobre o qual eu, Daniel e Paulo trabalhamos é citado pelo detetive Marlowe, personagem do escritor policial Raymond Chandler (1888 - 1959), em um trecho do excelente romance The long goodbye.


Quando o caixão baixou no seu túmulo, o tal irmão fez um discurso ridículo sobre os “filhos” que o defunto nunca tivera, associando sua não efetivada descendência genética aos trabalhos deixados:

Tal casa por ele desenhada (Paulo era arquiteto), a tese de doutorado, tal obra assim-assado.

E nada, nada sobre a excelente tradução da entrevista concedida por Marcel Duchamp a Pierre Cabanne, disponível na coleção Debates da Editora Perspectiva com o título Marcel Duchamp: Engenheiro do Tempo Perdido.

Nada sobre seu trabalho fotográfico.

Nada sobre sua produção cenográfica (para teatro).

Nada sobre seus refinados conhecimentos sobre literatura, música, cinema, artes plásticas, idiomas e o caralho a quatro.

Paulo Amaral foi um dos intelectuais mais completos da minha geração e um dos sujeitos mais inventivos e bem-humorados que conheci.

Inteligência muito, muito acima da média.

Mas o irmão ficou lá no seu discurso meloso sobre os filhos que ele não teve, associando a comparação infeliz ao seu trabalho funcional como arquiteto.

De todas as suas atividades e fartos conhecimentos que Paulo dominava, o que menos importava para ele era o que estava relacionado à arquitetura.

Enfim, como ele bem dizia nos tempos em que estava longe de ser defunto: “Família só serve pra cagar fedido no banheiro da casa da gente.”

Agora, em 9 de fevereiro de 2014, lá se foi também o ótimo Renato Pompeu, o primo.

Trabalhou até a véspera da morte. Basta dar uma sacada no seu Blog do Renatão (renatopompeu.blogspot.com.br), mantido desde outubro de 2009.


No dia 8, antes de ser fulminado pela parada cardíaca que o levou, postou um texto sobre Ruth Cardoso. No dia 7, outro sobre o romance Rúdin, do russo Ivan Turguêniev (1818-1883).

Também trabalhou até a véspera para as publicações Caros Amigos e Jornal do Comércio.
 
Ao longo da carreira, Pompeu publicou mais de 20 livros, entre romances, um belíssimo ensaio sobre esquizofrenia (Memória da loucura), literatura infanto-juvenil e várias obras sobre futebol.

Só sobre José Ribamar de Oliveira (1932-1974), o Canhoteiro, apontado por ele como o melhor ponta-esquerda do futebol brasileiro de todos os tempos, escreveu dois livros.

Diferente de Paulo Amaral, que detestava petistas, pessedebistas, pecedobedistas, psolistas e outras tendências políticas fedidas da esquerda bunda do nosso tempo, Renatão era marxista convicto, das antigas.

Mas marxista de verdade. Dos poucos (cada vez mais raros) que conheciam a fundo as obras de Marx, Engels, Lenin, Trotsky, Kautisky, Gramsci, Benjamin e outros grandes intelectuais comunistas.

É isso, meus car@s. Tomara que no enterro de Renatão não tenha aparecido nenhum parente calhorda para discursar sobre os filhos que ele nunca teve.

A cabeça de Paulo Amaral, o cabra que mais conheci, também estava à toda nos seus últimos dias. Muito embora fossem cada vez mais frequentes suas crises de hipoglicemia.

De repente não mandou mais mensagens para ninguém. Era um final de semana. Talvez pudesse ter viajado.

Pedro Rivaben Sales foi quem teve o insight de que algo de errado tinha ocorrido. Quando a porta do apartamento foi arrombada, constatou o que já sabia que tinha acontecido: nosso querido amigo não existia mais.

A seguir, as ultimas mensagens que recebi de Paulo Amaral, com seu rotineiro humor (inclusive negro):

Dervas, cara de conserva
Já tentei encontrar a música dos Novos Baianos, sem sucesso. Acho que foi proibida pelos petistas por alguma alusão homofóbica. Era do disco Novos Baianos F.C.? "É ferro na boneca, é no gogó nenem". Lembra? Gostaria de homenagear a dona Marta com ela. Ontem assisti ao Durval Discos no Canal Brasil. A abertura do filme é legal, mas o resto é confuso. Fica indeciso entre o absurdo e o real. Não se decide entre o suspense e o sonho. O Fellini fez isso sem problema, porque tinha uma inteligência superior e fugia do realismo como diabo da cruz.
Falando sobre a "grande" política e as implacáveis leis brasileiras de proteção aos animais e donos de animais, vizinhos e amigos, estou preocupado com o fato de você ter posto o nome de André no teu cachorro. Algo me diz que André ainda há de ter um cão para ser chamado Aderval. Tem mais: graças ao deputado Bispo Reinaldo, mais cedo ou mais tarde acabarão te encontrando. O Duda Mendonça já dançou. Fique ligado, você pode ser o próximo. Hoje o João Ubaldo escreveu que se o Bateau Mouche estivesse cheio de tatus, o dono já estaria em cana.
Abraço tridemocrático.

Paulo

Aderval, cara de jornal
Agora que Inês é Marta, li na Folha a matéria da Maria Rita Kehl sobre preconceito. Tadinha. "Talvez a beleza e a felicidade amorosa dissociadas da 'sagrada vocação' da maternidade, em uma mulher que ainda por cima se aproxima dos 60 anos de idade,
tenham sido demais para os eleitores e eleitoras paulistanos" (SIC)
O fato de ela ter usado paulistanos no masculino pode ser contestado. O probo professor Pasquale aprovaria, mas a explicação da derrota martista pelo preconceito é de uma idiotice que uma moça jeitosa como a Kehl deveria evitar. Esses palavrórios só sempre para garantir algum carguinho ou trabalhinho que vai sobrar no futuro pelaí (vide Marilena do Oiapoque ao Chauí).
O livro do Burgess é muito bom, sim. Eu o li há bastante tempo e não sabia que tinham
traduzido por aqui. O volume sobre sua vida depois de o médico ter avisado que não duraria muito tempo é melhor ainda.


Dei para a Cláudia o  que eu tinha e me lembro das histórias contadas sobre como ele resolveu escrever. O médico lhe deu poucos meses de vida e tinha de deixar algo para a sobrevivência da mulher alcoólatra. Aquela que pirou depois de ter sido vítima de uma curra coletiva por parte de delinquentes londrinos. O episódio está no Laranja Mecânica. A viagem à Rússia bancada pela venda de vestidos que ele contrabandeou é uma maravilha de relato e literatura. Espero que traduzam o segundo volume.
Abraço
Paulo

 

Aderval, lacuna jovial
Eu ainda não gravei os demais Webern pra você. Mas vou gravar. Entendi, na sua mensagem anterior, que implicitamente está me cobrando por isso.


Anton Webern
Quanto ao Lula, a contestação de estatísticas que não batem com suas ideias e programas idiotas é uma vergonha. Todas as políticas públicas no mundo se apoiam em números, desde a OIT em Genebra até os paisecos mais fuleiros.
O IBGE é atualmente mais ou menos independente, mas, como diz meu velho orientador de pós-graduação, se você tortura os números eles podem dizer qualquer coisa. O IBGE, Pnads, Iets e outros institutos da vida correm sério risco de serem manipulados por esses malucos.
O elogio à ignorância inclui a negação da matemática e da importância dos dados. Essa moça, Marina Silva, por exemplo, pode ser esforçada, mas uma pessoa que foi alfabetizada com vinte e tantos anos, mesmo sendo genial, não pode ter a mesma capacidade de avaliação e julgamento de alguém que teve uma formação um pouquinho mais cuidada. Uma espécie de mind building.

Como diz o nosso presidente, começar a ler é como começar a correr numa esteira de ginástica: dá preguiça. A deficiência piora com a ideologização impingida, que vem de cima, autoritária. E ainda acreditam que ela está falando pelos fracos e oprimidos. É como a interpretação do Grande Sertões que um tal de Bolle (é isso ou boli demasiado?) faz como se a ideia do Rosa fosse a recuperação da voz dos oprimidos. Deixa pra lá!
Contra a burrice é difícil argumentar.
Domingo o João Ubaldo propôs uma saída para a violência: o "Circulação Zero" que ameaça os cidadãos de sairem de casa a partir de certa hora, como em Diadema. Quem desobedecer leva uma bala de canhão. Um canhão 'participativo'.
Abraço
Paulo

 

Aderval, campineiro ideal
Não conheço as peças do Strindberg, mas gosto muito do romance Inferno. Aliás, o inferno sempre me agradou bastante, seja fictício ou real. A mistura de ideias químicas e alquímicas e as experiências feitas dentro do quarto laboratório devem ter deixado os vizinhos do hotel onde ele morava malucos. E para piorar o mau cheiro do quarto, pois ele também pintava e revelava suas fototografas por lá.


August Strindberg
Devia ser meio bouvardepecuchetiano, além de depressivo.
Gostaria de conhecer suas peças. Me emprestas?
Abraço
Paulo

 

Aderval, que não assina Amaral
O Mantega com maiúscula é muito bom. Ou manteiga... sei lá o que você quis dizer. Ele é pior que um chute no saco. Eu li um livro do Lessa que se chama  O Rio de todos os Brasis e achei muito bom e bem escrito. Não sei se foi ele que redigiu. Fala sobre a origem escravocrata do dinheiro e poder carioca. Os funcionários públicos  que são também meio vendidos e trocados substituíram os escravos.
Acabei de ler um livro do Conrad – A linha da sombra – uma confissão sobre histórias de comandos náuticos. Gostaria de ler mais coisas desse polonês maluco. Burgess dizia que o inglês que ele escrevia era mais interessante que o dos próprios escritores ingleses. Só conheço o Heart of Darkness.
O livro do Celine eu fiquei de mandar para o André (não se trata do teu cachorro) porque ele também é médico e vai gostar. Não precisa comprar. Eu recebi da Companhia das Letras. Apesar de não ter nada a ver com arquitetura (por ser professor algumas editoras me enviam obras de cortesia). Acho que deve ter encalhado e me mandaram quando pedi.
Sobre o Zappa, vi uma matéria no Estado (o “Duchamp do Rock”). Horrível! Nenhum dos dois gostaria do título. Mas lembra uma frase boa do próprio Zappa sobre revistas de rock: "gente que não sabe falar, entrevistada por gente que não sabe escrever, para gente que não sabe ler". Faço uma cópia do CD Yellow Shark que acho uma maravilha, da gravação ao vivo.



Uma das faixas, Welcome to the U.S.A., sobre a migração, é cada dia mais atual e os textos e o coro foram improvisados com os músicos alemães que devem ter se divertido bastante. O texto é o formulário que todo mundo preenche quando entra lá.




Ontem revi o Buena Vista S.C. na tevê. O pianista fantástico Ruben Gonzalez estava aposentado com problemas físicos, isso segundo a imprensa chapa branca cubana, mas na verdade parara de tocar porque o governo não lhe dera um piano depois que o seu fora corroído pelos cupins. Precisou chegar uma turma com um gringo pra desenterrar o cara.
Abraço
Paulo



Aderval, cabeça do meu pau
Comecei a ler a autobiografia do Celine, De castelo em castelo. Foi escrita na prisão e a listagem dos desafetos é enorme. Sabia das desgraças dele, mas não que ficara seis anos preso na Dinamarca com direito a poucas audiências para lhe perguntarem se ele tinha mesmo entregado os mapas da linha Maginot aos alemães. No livro, o energúmeno Sartre vira Tartre e é identificado como um piolho de óculos. Seu antigo editor é amaldiçoado pelo roubo de manuscritos e dinheiro de direitos autorais.


Celine num campo de concentração
Do jeito que as coisas estão por aqui, é bom ficar esperto. A primeira punição é ficar fora de qualquer emprego público por um bom tempo, o que pra mim é uma recomendação.
Entre os jornalistas, poucos reclamam. Tenho assistido ao Observatório da Imprensa do Dines na terça e dá pra ver que o sindicato apoia o conselho de controle com a maior tranquilidade.
Hoje ouvi o Gil no rádio dizendo que não falou nada sobre fascistas na entrevista que foi divulgada. Tudo foi editado pelos repórteres barnabés.
O Lula vai virar mesmo um aborto da ditadura na mão dessa turma. 

Abraço
Paulo



Aderval, fraterno cidadão infernal
Depois de assistir à premiação de ouro do vôlei de praia hoje, quero propor ao Comitê Olímpico a inclusão de outros esportes nos quais o Brasil tenha boas possibilidades de medalha. Pelo menos enquanto o Brasiiiiiiil não entra no Conselho de Segurança da ONU:
Palitinho (ou porrinha) – o primeiro nome é mais fácil de ser traduzido para outras línguas. As dificuldades de transmissão pela TV seriam resolvidas pelo órgão governamental que será criado para controlar os meios de comunicação no país. O inglês ou o esperanto serão a língua oficial. “Lona” será a única palavra em português do certame (Brasiiiiiiiil!)
Bafinho – o governo poderá patrocinar álbuns de figurinha (Petrobrás, Banco do Brasil, etc.)  de todos os times existentes: futebol, vôlei, handebol e inclusive a futura Seleção Brasileira de Palitinho. Um subsídio para a publicação de álbuns de figurinhas e a criação de uma Agência Governamental do Bafinho será fundamental.
Dominó – um esporte mais difundido pelo mundo para o qual as medalhas de ouro serão mais escassas. Por outro lado, uma grande oportunidade para incluir desempregados e terceiroetários no esporte e na globalização.

O truco fica para uma segunda fase, com sérias probabilidades de ser tornar globalizado também.
Braziiiiiiiiiiiilllll!
Aguardo sugestões.
Paulo



Aderval, amigo sem igual
Fui ver no sábado a O que diz Molero, uma peça dos anos 70 de um português (Dinis). Camila insistiu para ver e fui, apesar das quatro horas de duração com intervalos. Em duas e meia dava pra resolver de forma excessiva. No final aparece uma tela com um vídeo digital do diretor. Não entendi bem porquê, mas me lembrei da nossa Curva da Tormenta e falei disso com o Durvalino, que me mandou uma mensagem sobre a morte do Cartier-Bresson.


Fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson
Não quero falar nada sobre o PT, mas hoje a Marta me pediu para tirar umas fotos no Centro para elaboração de um material sobre a trilha histórica que está sendo pintada no calçadão. Fiquei impressionado com a total falta de recursos da prefeitura. Tivemos, eu e um estagiário da Emurb, que vir para minha casa para baixar as fotos da câmera digital no meu computador e gravar um CD. Fiquei envergonhado.
O fotógrafo do DPH não podia ir e ninguém tinha nem os cabos e o programa correto para fazer o que era preciso. Todos (a Marta) correndo para fazer um troço a toque de caixa de forma amadorística.
Esta é a grande administração petista que se arvora a moderna. Não é à-toa que Lula vai ao Gabão. Deve se sentir em casa brindando com o Bokassa de plantão.
Estou lendo um Beckett que achei num sebo da rua Augusta, em frente ao Cine Unibanco, Malone está a morrer (tradução portuguesa). O cara do sebo teve de sair da praça D. José Gaspar, de onde eu o conhecia. Foi expulso por fiscais. Troquei alguns livros velhos, incluindo uma gramática da Lituânia que tinha, pelo Beckett.


Samuel Beckett
Agosto começou e isso não me agrada muito. Em todo caso, mande notícias.
Abraço
Paulo
 


Aderval, coisa e tal
Acabei de ver o jogo do Santo André e Flamengo. É chato, mas um time que não consegue formar uma barreira direito não pode ser campeão. Vamos ver.
A Camila me disse que vai fazer um teste num grupo de teatro para um curso que vai se iniciar num espaço da Bela Vista. Ela disse também que precisa fazer uma apresentação de um minuto para o teste.
Se você tiver um texto ou ideia e puder mandar, seria legal.
Acho que no domingo vou a Campinas ver a reforma do meu irmão. Se for, eu ligo antes para combinar.
Abraço
Paulo


Que falta nos faz!

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