terça-feira, 7 de abril de 2015

Ambrose Bierce deixou a vida para entrar para a ficção

Heloísa Seixas, tradutora de Visões da noite – Histórias de humor sarcástico, foi precisa ao apresentar seu autor o crítico, escritor e jornalista estadunidense Ambrose Bierce (1842-1914):
"Cínico, idealista, amargo, frustrado, genial, sádico, pervertido, brilhante, brutal, satirista, poeta, misantropo e até charlatão."

Embora chamado de tudo isto, Beirce foi um jornalista e escritor fascinante, e um um homem de natureza peculiar que...
 "Um dia cruzou a fronteira do desconhecido e – talvez com uma terrível gargalhada final – tornou-se personagem de si mesmo, saindo da vida para entrar em suas próprias histórias."
Capa da edição nacional do livro
 Bierce fez do cinismo e do humor negro sua marca registrada. Sarcástico ao extremo, foi, ao lado de Henri Louis Mencken (1880-1946), um dos cabras mais odiados da história do jornalismo norte-americano.
Ambrose Bierce
No Brasil, ambos só encontraram equivalência em Oswald de Andrade, na época em que editava o jornal ativista Hora do Povo, e, mais recentemente, em Nelson Rodrigues e Paulo Francis.

Excelente contista, Bierce foi um dos mestres da literatura de horror norte-americana, junto com Edgar Allan Poe (1809-1849) e Howard Philips Lovecraft (1890-1937)...


O horror fez parte de sua vida, desde o berço. A família era para lá de esquisita, cercada por uma atmosfera macabra, envolta pelo fanatismo religioso.

Seu pai, embora carola ao extremo, era apaixonado por literatura. Deu a todos os filhos nomes relacionados a obras literárias.

O de Bierce é referente a Ambrose Gwinett, personagem de uma peça de teatro popular do início do século XIX que tratava de um crime verídico.


Bierce era o décimo filho. Os três irmãos que nasceram depois dele morreram e ficou como caçula.


Em casa, seus nove irmãos mais velhos se dividiram em grupos antagônicos que se odiavam. De modo que o ambiente era de guerra permanente.


Um dos irmãos se rebelou contra o fanatismo religioso do pai e tornou-se artista de circo. Uma das irmãs embarcou para a África como missionária, onde teria sido devorada por canibais.


Mas nada do que diz respeito à biografia de Ambrose Bierce se sabe, com certeza, se é verdade ou invenção – já que o próprio acabou seu tornando uma lenda e, por fim, um personagem de ficção.


Quando jovem, Ambrose Bierce se identificara com um tio anarquista de nome Lucius Verus, o qual organizou uma expedição maluca ao Canadá para lutar ao lado de índios revoltosos contra o exército britânico.


Mas Verus tanto aprontou por lá que seus amigos índios se voltaram contra ele e teve de fugir para não ser trucidado.


Esse tio aventureiro era leitor voraz e apresentou a Ambrose uma série de autores, dentre os quais Edgar Allan Poe.

Edgar Allan Poe
Com a eclosão da Guerra Civil americana, o jovem Bierce teve de se alistar. De início, graças ao talento para o desenho, foi aproveitado como cartunista de um jornal militar.

Mas Ambrose tinha o tino aventureiro e a coragem do tio Lucius Verus. Queria ação. De tanto insistir com o comandante, acabou escalado para ir ao campo de batalha, mas ainda não para dar tiros.


Dada a sua boa formação e habilidade para os desenhos, o comandante o incumbiu da feitura de mapas e redação de relatórios.


Trabalhou em perigosas missões de reconhecimento quando, numa batalha, recebeu uma bala na cabeça. "Senti meu crânio se despedaçar como uma casca de nós", ele contou mais tarde do seu modo cru e sarcástico.


Esteve por meses num hospital militar à beira da morte. Foi mandado para casa para se recuperar. Assim que voltou à ativa, serviu na Geórgia até que a guerra terminou, em abril de 1865.


Depois de trabalhar durante um ano na reconstrução do Sul, foi novamente chamado pelo Exército para explorar e mapear a ocupação do território dos índios sioux.


Mas não tinha aptidões para servir o Exército em tempo de paz e logo o trocou pela vida civil, a fim de exercer a profissão de jornalista.


Escrevia e ilustrava as reportagens que fazia pelas regiões recônditas do Velho Oeste, nas quais entrevistou e conviveu com os mais famosos foras da lei da época, que mais tarde seriam transformados em personagens de filmes de faroestes e de histórias em quadrinhos.


Para percorrer essa perigosa região, viajava com blocos de anotações para registrar o que via, prancheta para desenhar e um colt na cintura, para se defender.

Consta que mandou para as catacumbas um ladrão que teve a petulância de assaltá-lo numa estrada. Mas, como já disse, não se sabe com exatidão o que ocorreu de verdade na vida de Bierce.

Iniciou a profissão de jornalista trabalhando para o semanário San Francisco News. Em pouco  tempo, tornou-se editor e titular de uma coluna, na qual, desde o início, já exercitava o sarcasmo e a crítica, que seriam suas marcas.

Suas reportagens permeadas por bandidos e cenas de violência aumentaram enormemente as vendas do jornal.


Na época, articulistas atrevidos como ele eram perseguidos e espancados pelo que escreviam, sendo às vezes obrigados a deixar a cidade.

Mas com Bierce foi diferente. Sobreviveu a várias tentativas de eliminá-lo graças ao seu inseparável colt. Assim, continuou a escrever com veneno e brutalidade, doesse a quem doesse.


Bierce ganhou dinheiro com o jornalismo e deixou a profissão por uns tempos para tentar a vida como escritor popular.


Para isso, decidiu mudar de ares. Deixou a violenta San Francisco e passou longa temporada em Londres com sua jovem esposa, onde só se dedicou à ficção.


Mas a grana guardada acabou, as editoras não quiseram publicar seus contos e teve de retornar a San Francisco, em 1875.


Devido à fama de jornalista que não se submetia a ordens de quem quer que fosse, e ainda era capaz de recorrer ao velho colt para impor seus argumentos, não conseguiu ser readmitido no jornal para o qual trabalhara.


Optou então se valer mais do colt que da escrita e dos desenhos. Tentou a sorte como gerente de uma mina de ouro. Mas sua participação na Corrida do Ouro deu em nada e voltou às redações.


De 1881 a 1886, trabalhou para uma revista de política e humor, desenhando charges, escrevendo editoriais arrasadores e atirando em todas as direções, como de hábito.


Tornou-se muito popular (para o público) e impopular (para aqueles sobre os quais escrevia). Também bebia muito e brigava cada vez mais com a mulher, de quem acabou se separando.


Bierce continuava com a fixação de escrever ficção.


Até que conseguiu publicar seus contos sobre a Guerra Civil, todos com pitadas de deboche por meio dos quais mesclava a ficção com fatos reais.

Seu primeiro livro vendeu como banana. Logo conseguiu publicar também seus contos sofre o Velho Oeste e, por fim, seus contos de horror. Também venderam milhares de exemplares.

Diversificou ainda mais sua obra, publicando um livro de poemas e um de fábulas.

Em 1881, começou a preparar sua obra mais conhecida, Devil’s dictionary (Dicionário do Diabo), por meio da qual demolia conceitos, de A a Z, com sua visão cínica do mundo.


Em 1887, foi convidado para trabalhar no jornal Examiner, em Washington, de Willian Randoph Hearst, o mesmo que seria o modelo usado por Orson Welles em seu filme Cidadão Kane.

Willian Randoph Hearst
O convite veio porque Bierce era, então, o jornalista e escritor mais popular dos EUA.

Bierce topou trabalhar no Examiner com a condição de que ninguém interferisse no que viesse a escrever.


Serviu o jornal durante duas décadas. Mas sua relação o velho Hearst era péssima. Encrencaram-se logo nos primeiros dias e nunca mais se falaram.


Em sua coluna e artigos, Bierce não poupava ninguém. Ridicularizava políticos, pessoas da alta sociedade, feministas, escritores, grandes empresários, sindicalistas, jornalistas opositores e amigos com quem tivesse brigado.


Entre os esculhambados estavam vários chegados de Hearst. O dono do jornal tinha de se virar para conter a fúria de cada um deles quando Bierce decidia destroçá-los.


A relação entre os dois, embora só se comunicassem por meio de recados de terceiros, piorou no decorrer dos anos. Dizem que quando Bierce se deparava com Hearst pela redação, cuspia afrontosamente no piso.


Embora fosse um homem bonito, Bierce foi se tornando cada vez mais relaxado com a aparência, taciturno e identificado com atitudes excêntricas.


Mantinha sobre sua escrivaninha na redação do jornal um crânio humano e uma caixa de charutos. Segundo ele, o crânio era o que restara de um amigo e a caixa guardava as cinzas de um rival que eliminara com seu colt.

Sua mesa de trabalho no Examiner; ao fundo, a caveira
Entre seus muitos desafetos estavam o aristocrático escritor Henry James (1843-1916) e o escritor socialista Jack London (1876-1916).

Houve quem o acusasse de ter sido o principal culpado pelas tragédias que abateram sua família. Seu filho mais velho morreu assassinado. Alguns anos depois, o mais jovem morreu de alcoolismo.


A mulher o largou e, por causa da separação, Bierce nunca mais viu a filha.


Albert, único irmão com quem se relacionava, morreu pouco depois de receber uma carta em que Bierce o desancava.


Bierce foi se tornando autodestrutivo. Sofria de asma e mergulhava cada vez mais fundo no alcoolismo. Começou a ter ataque de delirium tremem na própria redação do jornal.


Já não escrevia mais ficção (seus últimos contos datam de 1896) e fechava-se cada vez mais em si mesmo, com seu temperamento irascível, tornando-se intolerável até para os amigos mais chegados e pacientes.


Em 1913, aos 71 anos, velho, amargo e doente, armou a cena final para escapar da sociedade americana que tanto detratara: propôs-se a cobrir a truculenta Revolução Mexicana.


Aos amigos, pessoalmente ou por carta, fez referências vagas sobre quais seriam suas intenções, comentando, com seu habitual deboche, que "o paredão era uma boa maneira de partir desta vida" e que, pisar em solo mexicano naqueles tempos, era "uma espécie de eutanásia".


Como nos velhos tempos, reuniu numa maleta algumas trocas de roupas, uma garrafa de uísque, vários blocos de anotações, a prancheta para desenhar, o inseparável colt e várias caixas de bala.


Sabe-se que chegou realmente ao México, mas nunca mais foi visto.

Reza a lenda que se encontrou com Pancho Villa e, ao insultá-lo, foi executado pelo comandante mexicano.
Pancho Villa
Mas há outras versões sobre seu contato com o comandante. Inclusive de que teria se aliado a ele e morrido durante um tiroteio contra a tropa espanhola.

O episódio da ida de Bierce para o México é narrado pelo escritor mexicano Carlos Fuentes no seu romance El viejo gringo, transformado mais tarde em filme.

Carlos Fuentes
Para Bierce, a fonte principal do horror é a mente do homem.

Sua descrença na humanidade – presente em tudo o que escreveu – se reflete em suas histórias, todas com alto teor de ironia, que chega às vezes a interferir no próprio clima de terror por ele criado.


Suas principais influências como escritor, segundo ele próprio, teriam sido Jonathan Swift, Voltaire, Edgar Allan Poe e Mark Twain.


Autores posteriores que admiravam sua obra: o já citado H.L. Mencken, Willian March, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Stephen Crane e Ernest Hemingway.

Para Mencken, Bierce antecipou Zola e foi melhor que Poe


Henry Louis Mencken dizia que Bierce “escrevia melhor, tinha mais pulso sobre os personagens, era menos literário e melhor observador” que Edgar Alan Poe.


A Companhia das Letras reeditou o ótimo Livro dos insultos (com seleção, tradução e posfácio de Ruy Castro), no qual Mencken esculhamba várias celebridades da literatura universal, dentre elas Poe.
Henry Louis Mencken
Bierce, avaliza Mencken, “foi o primeiro escritor de ficção a tratar a guerra com realismo".
Pois via na guerra uma oportunidade de ouro para discutir com maligna satisfação sua ideia fixa: a da infinita imbecilidade do homem.


E teria antecipado, a respeito, a prosa naturalista do francês Émile Zola (1840-1902).


Realmente, o que mais o deliciava na vida era o espetáculo da tolice e covardia do homem, o qual ele classificava, intelectualmente, entre uma ovelha e uma vaca e, como herói, ligeiramente inferior aos ratos.

As histórias de guerra de Bierce, nota Mencken, “não descrevem os soldados como heróis; mostram-nos como bobos perdidos, fazendo coisas sem sentido, submetendo-se a violências e torturas sem resistir, e finalmente morrendo como porcos".


Bierce tinha um gosto especial pelo macabro. Reza a lenda que adorava assistir a enforcamentos, autópsias e dissecações.


A morte, para ele, não era algo repulsivo, mas uma espécie de comédia vulgar – "o último ato de uma bufonaria esquálida e barata”.


Independente de Mencken ter apontado a supremacia de Bierce sobre Poe, a verdade é que ambos tiveram gosto pela linguagem precisa, observação aguda, expressão concisa e ironia corrosiva.


Segundo Carlos Fuentes em seu romance-reportagem El gringo velho, Bierce foi de fato ao México, então em plena revolução.


Para alguns, a fim de se unir às tropas de Pancho Villa – como fizera décadas antes seu tio Lucius Verus, quando se pôs a serviço da referida rebelião indígena no Canadá.

Mas Fuentes também deixa em aberto a possibilidade de que o velho jornalista tenha mesmo provocado Villa e, por isso, foi sumariamente fuzilado.


Seja como for, não há, depois disso, notícias confiáveis sobre o que teria ocorrido com ele.


Na ficção ou na realidade, a trajetória fascinante e turbulenta de Ambrose Bierce realmente se encerrou no México e culmina com a obra de ficção de Fuentes .

Dicionário do Diabo


Obras de Bierce traduzidas no Brasil: Dicionário do Diabo (publicado por duas editoras: Mercado Aberto e Tinta da China), Visões da noite – Histórias de terror sarcástico (Record, tradução de Heloisa Seixas), No coração da guerra (Artenova, tradução de Jurema Finamour).


Este último é a já citada coletânea de contos sobre a Guerra Civil americana.

Após concluída a edição, o escritor Edmar Oliveira (responsável pelo blog Piauinauta) chamou-me a atenção para a possibilidade de haver outras traduções nacionais da obra de Bierce.

De fato deixei de citar outros dois livros, ambos lançados pela Editora Artenova: Fábulas fantásticas e No meio da vida (este reúne parte dos contos sobre o Velho Oeste).

Encomendas da obra de Bierce podem ser feitas pelo site Estante Virtual.
 
Para baixar o conto A morte de Halpin Frayser clique aqui.


A obra mais conhecida de Bierce é Devil’s dictionary (Dicionário do Diabo). São aforismos endiabrados, na linha do jornalista alemão Karl Kraus (1874-1936).
Capa da edição norte-americana
Vejam alguns exemplos:

Absurdo: afirmação ou convicção manifestamente contrária à nossa própria opinião.


Amizade: um navio suficientemente grande para levar duas pessoas com tempo bom, mas apenas uma com tempo mau.


Beleza: o poder pelo qual uma mulher encanta o amante e aterroriza o marido.

Casamento: estado ou condição de uma comunidade formada por um senhor, uma senhora, e dois escravos, totalizando dois.


Covarde: alguém que, numa situação perigosa, pensa com as pernas.


Crítico: pessoa que se vangloria de ser de satisfação difícil, porque ninguém lhe tenta agradar.


Curiosidade: uma qualidade repreensível do espírito feminino. O desejo de saber se uma mulher sofre da maldição da curiosidade constitui uma das paixões mais insaciáveis da alma masculina.


Destino: aquilo que autoriza os crimes do tirano e serve de desculpa para os fracassos do idiota.


Dinheiro: uma bênção que não nos traz vantagem exceto quando nos separamos dele.


Egoísta: alguém desprovido de consideração pelo egoísmo dos outros.


Erudição: a poeira sacudida de um livro para dentro de um crânio vazio.


Esquecimento: um dom concedido por Deus aos devedores, para compensar o fato de serem destituídos de consciência.


Fidelidade: virtude peculiar daqueles que vão ser atraiçoados.


Futuro: esse período de tempo no qual os nossos negócios prosperam, os nossos amigos são verdadeiros e a nossa felicidade está garantida.


Gíria: a fala de quem assalta as latas de lixo literárias, a caminho do esgoto.


Ignorante: uma pessoa que desconhece certas coisas que nos são familiares, conhecendo outras coisas das quais nunca ouvimos falar.


Inimigo: uma pessoa que é instigada pela sua natureza maléfica a negar os nossos méritos ou a exibir méritos superiores aos nossos.


Louco: afetado por um alto grau de independência intelectual.


Orar: pedir que as leis do universo sejam anuladas em favor de um único postulante, que se confessa indigno.


Paciência: forma menor de desespero disfarçado de virtude.


Perdão: assentar o terreno para futuras ofensas.


Pintura: a arte de proteger superfícies planas contra o tempo e de expô-las ao crítico.


Reputação: um grau de distinção entre a notoriedade e a fama - um pouco mais suportável que uma e um pouco mais intolerável que a outra. Às vezes, é concedida por uma mão pouco amiga e pouco sensata.


Santo: um pecador morto, revisto e corrigido.


Vaidade: homenagem de um palerma ao primeiro imbecil que aparece.

3 comentários:

  1. Não ha tradução sobre os contos do velho oeste,Aderval?

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  2. Dei uma resposta rasteira à tua pergunta pelo Facebook e me enganei. Há, sim, uma tradução de parte das histórias sobre o velho oeste, aqui intitulada No meio da vida, e também uma tradução das Fábulas fantásticas. Ambas pela Editora Artenova. Já corrigi no texto do artigo e peço desculpas por ter respondido equivocadamente. Gratíssimo pelo toque. No artigo há também o link para solicitá-las por meio do site Estante Virtual.

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  3. O leitor Alberto Kierson não conseguiu postar o comentário a seguir alusivo ao artigo intitulado "Ambrose Bierce deixou a vida para entrar para a ficção" (de 07/04/2015):
    “Olá. Sou meio novato em termos de Bierce, porém notei algumas inconsistências no texto, talvez alguns equívocos. Gostaria de sugerir uma revisão, se possível. Exemplo: a certo ponto é dito que, com a Guerra Civil, ele teve de se alistar aos quinze anos. No entanto, foi com essa idade que ele começou (isso sim) como aprendiz de tipógrafo. E ele não teve de se alistar -- Bierce foi voluntário no 9º Regimento de Infantaria de Indiana. Chamo a atenção para o fato de que ele nasceu em 24 de Junho de 1842 (e não 1866), e a guerra começou com o bombardeio do Forte Sumter, em 12 de Abril de 1861. Nessa ocasião ele tinha quase 19 anos, e já tinha 19 em seu primeiro combate sério, em Julho daquele ano. Em tempo: apenas para informar, o site não está aceitando comentário anônimo nem com conta do Gmail.”
    Tais dados biográficos provêm de uma das traduções nacionais – a dos contos sobre a Guerra Civil. Corrigi o referente à sua data de nascimento, mas tirei a menção de que se alistara aos 15 anos por não considera-la relevante aos propósitos do artigo. Aproveito para agradecer à colaboração de Alberto Kierson.

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