sábado, 23 de janeiro de 2016

Como o mundo dá voltas!

Constantemente.

Ainda bem, pois do contrário estaríamos estritos aos muitos dogmas autoritários existentes num mesmismo irrespirável.

O recente radicalismo bruto, insolente e destrutivo dos grupos sunitas extremistas – Al-Qaeda e, agora, Estado Islâmico – levou o governo xiita do Irã a ser escolhidos pelo Ocidente como o novo parâmetro de moderação para o Oriente Médio. Quem diria?!

Barack Obama e parceiros europeus aprovaram o programa nuclear iraniano, tão contestado em outras épocas, bem como suspenderam o bloqueio econômico ao país.


Iranianas diante do poster de Khomeini, líder da Revolução Islâmica
Voluntários de milícia iraniana pró-governo
Na prática, o bloqueio não existia, já que gás e barris de petróleos provenientes de lá tramitam sem cessar mundo afora, à revelia das milhares de execuções sumárias dla chamada Guarda Revolucionária, a serviço da revolução dos aiatolás de 1979.

Esse sinuoso papel de moderado do mundo islâmico já coube ao Egito (hoje efervescente de conflitos), à Turquia, à Jordânia e, por curtos períodos, ao Líbano.

Por trás das aparências, os líderes das comunidades xiitas e sunitas locais estão constantemente competindo entre si e isso se reflete na política externa dos países islâmicos.

  
Esse quebra-pau entre xiitas e sunitas ocorre há séculos, muito antes de existirem os EUA e os países europeus. E não só na retórica. A disputa pelo poder entre muçulmanos se dá com muita violência, agora financiada pelos petrodólares...